sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O reinado de Uru - Part.XI

Avisos sobre o capítulo - Desculpa pela demora, pessoal. Dia 7 foi a minha mostra de TCC . Ela era das 15h às 22h e eu tive que ficar em pé na maior parte desse tempo, repetindo a mesma explicação pra mais de 50 pessoas. No outro dia eu só queria relaxar e descansar, por isso não postei nada, e por fim, aqui estou eu. Mais uma coisinha, gente, comentem na história, por favor. Não é legal ver que sua história tem cerca de 20 visualizações e só duas pessoas comentam(sou muito grata por isso). Se não puderem/quiserem comentar, então divulguem meu blog! Gostaria de saber o que as outras pessoas acham também.

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        Um ano se passou. Rowenna ainda não havia retornado de sua busca, e como já fazia muito tempo, Taka presumia o pior. Ele sentia saudade da amiga, talvez até um pouco mais, quem sabe. Ele só conseguia pensar nela quando tentava dormir e a ultima imagem que teve dela correndo rumo ao território de seu pai para salvar suas irmãs. Taka ia até a fronteira todas as tardes e ficava até o anoitecer para esperar Rowenna, mas no fundo ele sabia que ela não retornaria, esse pensamento lhe doía de uma maneira absurda.

         A jovem Zira era uma companhia agradável, ela era muito parecida com sua irmã em personalidade, porém jamais questionava o jovem príncipe devido a uma grande admiração que havia criado.
         - Obviamente você deve ser rei. Não conheço seu irmão, mas tenho certeza que ele não deve ser tão inteligente como você.
         - Obrigado, Zira.
         - Sabe, você precisa de um nome mais poderoso! Taka é amável, mas não soa tão poderoso...
         - Eu não sei - ele sorriu - pensou em algo?
         - Pensei em Scar! É um nome forte e soa mais poderoso do que Taka.
         - Serei lembrado por uma cicatriz?
         - Será lembrado como o melhor rei que Pride Lands já teve.
         Uma grande aglomeração se formou em volta da Pedra do Rei. Taka não sabia o que estava acontecendo, mas resolveu ir até lá para ver e pediu para Zira se esconder nos fundos da caverna.
         Chegando nos arredores da Pedra do Rei ele encontrou Sarella, a mãe de Sarafina e perguntou o que estava acontecendo.
         - Perdão, Sarella, pode me dizer o que está acontecendo?
         - Ah, Taka... Eu sinto muito! Muito mesmo!
         - Sente muito pelo que?
         - Seu pai...O rei acaba de morrer...
         O mundo de Taka desabou. Ele nunca havia passado muito tempo com seu pai e estava muito arrependido disso. Nesse instante, Uru foi até a ponta da pedra do rei para fazer um anúncio aos animais.
         - Estaremos eternamente de luto pelo incrível rei, companheiro e pai que Ahadi era! Com profunda tristeza eu assumo o trono até que meu filho e herdeiro, - ela olhou para Taka - Mufasa, assuma o trono quando atingir a idade correta. Continuaremos nossas vidas tristes pela perda, mas o céu acaba de ganhar mais uma estrela com a morte de meu marido. Que os reis do passado lhe acolham.
         Depois do discursso, Uru e Mufasa voltaram para a Pedra do Rei e os animais voltaram aos seus lugares na savana. 
         - Você precisa fazer alguma coisa, Taka. - Sarella se aproximou.
         - O que eu posso fazer... Não sou ninguém agora que meu pai morreu...
         - Ela envenenou o rei, eu a vi esfregando algumas plantas na comida do rei e ela não deixava ninguém levar comida pra ele. 
         - Porque está me dizendo isso?
         - Seu irmão, Mufasa, pediu. A rainha fica com ele o tempo todo e ele não podia te dizer nada. Quando conversamos ele disse que achava que era algo pra diminuir a dor do rei, mas eu tenho certeza que é veneno. Você é o herdeiro legítimo, você deve ser rei. Além do mais, Mufasa está muito interessado na minha filha, mas se aquela mulher deu um fim no marido, não quero ela perto da minha filha. Sei que estão brigados, mas por favor, salve-a.
         Depois de conversar mais com Sarella, Taka foi andar pelo reino. Ele estava muito abalado, já havia perdido Rowenna e agora, seu pai se foi para sempre. Só havia Zira, e talvez seu irmão, mas eles andavam muito afastados. Taka parou e observou o reino, todos os animais e todas as árvores que estavam por perto. Todos tinham um lugar, um propósito. O propósito dele era sofrer e ficar sozinho?
          - Taka? - uma leoa se aproximou.
          - Safi...
          - Eu sei que você ainda me odeia, mas vim me desculpar. Sei que faz muito tempo, por favor, me perdoe. Não queria ter dito aquelas coisas...
          - Está no passado.
          - Mas você ainda se lembra, sei que ainda sente raiva de mim.
          - Sinto, mas não quero brigar, meu pai morreu e eu nem pude me despedir dele.
          Taka começou a chorar, o que era inusitado, ninguém nunca viu o príncipe chorar. Sarafina se sentiu mal por tudo que havia dito e abraçou Taka, tomada pelo remorso.
          - Todos se foram! - Ele soluçava - Todos!
          - Eu estou aqui, não chore, sempre estarei aqui!     
          - Promete que nunca vai me abandonar?
          - Prometo. Eu sempre gostei de você e se quer saber, sempre vou gostar. Sempre vou estar aqui pra você. Não chore, Taka.

        - Scar... - Ele soluçou - Me chame de Scar.


CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO....


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O reinado de Uru - Part.X

Avisos sobre o capítulo - Eu queria relembrar uma coisa, as imagens que uso não são pra mostrar o personagem exatamente (só a Rowenna porque eu uso bases pra mostrar ela), talvez vocês fiquem confusos porque no cap. passado tinha uma imagem do Taka já com uma juba e em uma imagem que eu vou usar nesse ele não tem nem juba nem cicatriz. Como eu já devo ter dito, as imagens são só pra ilustrar mesmo. Na minha versão, o Mufasa já tem um "topete" de juba igual o Taka no outro cap. enquanto o Taka só tem um pouquinho, menos que o Muffy. Não fiquem confusos e vamos ao que interessa =P

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              Alguns dias se passaram e Taka continuou sua vida normalmente. Ele evitava ao máximo ir para a Pedra do Rei e quando falava com seu pai, tentava ocultar a cicatriz com barro, e já que sei pai estava doente demais pra notar, o disfarce funcionava bem, por enquanto. Em um dia muito quente, Taka foi visitar seu pai, já que ele costumava a piorar quando os dias eram mais secos.
              - Bom dia pai. Como se sente?
              - Fraco como sempre. Os animais devem me chamar de O-rei-que-nunca-foi-rei-de-verdade.
              - Não fale isso, o povo te adora e sabem que o senhor está doente.
              - Pode até ser, mas Uru é quem governa, ela que está mantendo as coisas bem.
              - Infelizmente - ele sussurrou.
              - Onde está sua amiga? Roema?
              - Rowenna.
              - Não posso sair da Pedra do Rei mas observo que vocês são bem próximos, ela é bem bonita apesar de ser estrangeira... o que me diz?
              - Pai! - Taka sorriu - até você?
              - Seria um bom casamento. Mas ela é bem misteriosa, pediu pra Uru para sair do reino por um tempo.
              - É por isso que faz dias que eu não a encontro! Aquela maluca, sabe onde ela foi?
              - Uru sabe, pode perguntar pra ela depois.
              - Prefiro engolir 3 crocodilos.
              - Taka, o que é isso no seu olho?

              - O que? Não tem nada no meu olho! - o filhote começou a passar a pata para ver se o barro ainda estava cobrindo.
              Devido ao calor, o barro estava escorrendo do olho de Taka, deixando a cicatriz a mostra.
              - Tem uma cicatriz no seu olho! Filho, o que aconteceu?
              - Nada, papai! Eu só arranhei em um galho! Está tudo bem!
              - Foi isso mesmo? Você se meteu em uma briga?
              - Não, papai! Tá tudo bem! Eu preciso ir agora, descanse. Te amo.
             Do lado de fora, Mufasa estava esperando Taka sair para conversar com ele e talvez tentar uma reconciliação.
              - Como o papai está? - arriscou Mufasa.
              - Como sempre. Cansado.
              - Eu queria me desculpar por aquele dia...
              - Tudo bem.
              - Só isso?
              - Quer que eu diga o que? Tudo bem meu irmãozinho é claro que eu te perdoo por me dar essa marca pra sempre!
              - Não precisa falar assim... - Mufasa abaixou as orelhas.
              - Muffy, eu te perdoo com uma condição.
              - Qual?
              - Quero saber quem traz comida para o papai.
              - Ué, quem mais seria, obviamente é a mamãe!
              - Como eu suspeitava. Quero que você observe a partir do momento que a caça chega a Pedra do Rei até o papai comendo, entendeu?
              - Mas porq -
              - Só faça isso! E depois conte tudo pra mim!
               
                Depois de dar instruções claras para Mufasa, Taka estava voltando para a caverna de ratos quando Rowenna apareceu do nada, ofegante e apressada.
                - Preciso de um favor seu!
                - Onde você estava? Porque não me avisou nada?
                - Eu não tenho tempo pra ficar te dando satisfação da minha vida! Vai me ajudar ou não?
                - A resposta não é obvia?
                - Eu fui até o território do meu pai, fiquei sabendo que havia outro líder o desafiando e que todas as minhas irmãs poderiam morrer se o outro líder ganhasse. Meu pai tá ficando velho e eu quero mesmo que ele morra, mas minhas irmãs não tem culpa e eu pretendo salva-las.
                - Então me conte como foi sua gloriosa aventura.
                - As mães não quiseram me escutar. Eu implorei para que fossem comigo, ou pelo menos me deixassem levar as meninas, mas não teve jeito e elas ainda ameaçaram me matar caso eu levasse as filhotes escondida, mas não vou desistir de salva-las!
                - E onde, exatamente, eu entro nisso? Quer que eu enfrente o forasteiro e salve seu querido papai?
                - Eu consegui resgatar uma das minhas irmãs. A mãe dela foi a única que quis me ouvir, mas fez um discurso gigante sobre o dever que ela tinha de ficar ali e continuar ajudando e blá blá blá. Uru não sabe que eu a trouxe, mas pretendo trazer mais irmãs e falar de uma vez com a rainha. Quero que você esconda minha irmã na caverna com você.
                - Tá me achando com cara de babá?!
                - Vocês vão se divertir, eu garanto. Ela é só uns meses mais nova e não vai causar problemas. Por favor, Taka. Eu preciso de você.
                Taka suspirou. Ele teria dito não se fosse qualquer outra pessoa, mas Rowenna foi a única leoa que não se afastou dele e sempre lhe tratou como um irmão, até ensinou várias coisas e o protegeu. Não poderia, jamais, dizer não pra ela.
                 - Está bem, eu faço isso. Onde ela tá?
                 - Atrás daquele tronco. Seja paciente, ela está com medo.
                 - Sou um poço de paciência e simpatia.
                 - Espero que seja mesmo - ela sorriu e desarrumou novamente a pequena juba de Taka - nos vemos em breve, pequeno rei.
                  Rowenna correu em direção ao horizonte. Taka sentiu um pequeno aperto no coração. Estaria ele, se importando com alguém? Isso sim era inusitado. Ele colocou o melhor sorriso no rosto e foi até o tronco caído, tentando ser amigável o suficiente. A leoazinha chorava ao ver a irmã partir.
                  - Está tudo bem! - Taka se apoiou no tronco - Ela vai voltar logo, e quando voltar, vai trazer suas irmãs! Não precisa chorar, eu vou cuidar de você, prometo. Qual o seu nome?
                  - Z-Zira... Eu sou Zira.


CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO....


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O reinado de Uru - Part. IX

Avisos sobre o capítulo -   Hey hey! Postei ontem e to postando hoje de novo! Espero continuar assim kkk
Não tem nada de muuuuuito especial nesse capítulo, só umas intrigas adolescentes XP Aproveitem!

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         Alguns dias passaram tão rápido quanto uma manada de gazelas apostando corrida, outros pareciam tão lentos quanto lesmas seguindo suas vidas. Taka estava aprendendo muito com Rowenna, todas as tardes eles treinavam até a lua aparecer no céu, com estrelas magníficas a rodeando. Ele não gostava muito das práticas de luta, mas adorava os desafios e enigmas que Rowenna lhe dava.
- Você não é muito guerreiro, não é?
- Lutar é pra tolos. A verdadeira força está na mente.
- Que poético. Pena que leões fracos não sobrevivem muito tempo e não conseguem conquistar um território próprio.
- Não tenho que conquistar nada. Meu reino está bem aqui e eu só preciso provar pro meu pai que tenho o direito de ser rei.
- Que seja - ela deu ombros - estou cansada, vamos parar o treino por hoje.
- O que você tem?
- Só cansaço mesmo. Acha que ser linda é fácil? Vou ter meu sono de beleza agora.
- Vai precisar de muitos então, porque não tá funcionando. - ele sorriu
- Muito engraçado. Taka, o rei piadista que não durou muito tempo porque sua amiga acabou com ele!
- Eu entendi, eu entendi! - Ele ria enquanto Rowenna desarrumava sua pequena juba - Me desculpa!
- Muito bem. Agora vou indo, até mais tarde, pequeno rei.
Ela estava feliz. Conseguiu fazer seu amigo sorrir depois de tudo que tinha acontecido. Esperava melhorar ainda mais a vida de Taka, afinal ele precisava de muita ajuda.

Depois de alguns minutos, uma leoazinha com uma flor na boca entrou na caverna de ratos. Ela tinha o pelo da cor creme e olhos que transmitiam calma, mas Taka ja sabia disso, havia se perdido naquele olhar várias vezes no passado.
- Olha o que seu irmão me deu - Ela colocou a flor azul no chão - não é bonita?
- Talvez. - Taka deu ombros.
A leoazinha ficou irritada.
- Não vai dizer nada?
- Olha, eu to sem paciência. Me diz logo o que você quer, Sarafina.
- Eu pensei que significasse algo pra você! Seu irmão está me cortejando e você fica ai, parado!
- Somos filhotes, francamente! Acha que eu me importo se ele te dá uma flor ou um ouriço? Eu não ligo. Tenho mais o que fazer.

- Tá! - Ela alterou a voz - Talvez eu deva mesmo aceitar os galanteios do Mufasa, já que ele é o herdeiro. Terei vida de rainha ao lado do número 1 do reino em vez de ser sua companheira, a esposa do segundo lugar!
- Saia já daqui! Não tenho tempo pra ouvir você e suas frescuras femininas!
- Vai chorar é? Devia ter pensado nisso antes de me recusar! Vou ser a rainha e se quer saber, vou ser a leoa mais linda do reino e esfregar na sua cara todos os dias pra que você morra de arrependimento de ter me rejeitado!
- Rowenna vai ser a leoa mais bonita de todo reino, você é mais ou menos e olhe lá.
- E você nunca será rei e nem bom em nada, um filhote atrofiado! Mufasa é tão melhor que você que ele conseguiu te dar uma cicatriz! E você? Só conseguiu berrar e se esconder nas patas daquela estranha!
Taka ficou parado, encarando Sarafina. Depois de alguns segundos em silêncio, a raiva abandonou Sarafina e ela percebeu que havia cometido um grande erro.
- Quando eu for rei - sua voz era fria e cortante - vou fazer você engolir cada palavra que disse. Você vai se arrepender. Saia da minha frente.
Sem pensar duas vezes, Sarafina saiu da caverna e pulou na grama. Ela parou e olhou para Taka.
- Você nunca gostou de mim? Nem por um momento?
Com o aspEcto inabalado e o duro olhar, ele respondeu:
- Não.


CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


domingo, 4 de dezembro de 2016

O reinado de Uru - Part. VIII

Avisos sobre o capítulo - Se ainda houver alguém aqui, devo me desculpar. Eu desapareci e nem expliquei o motivo. Perdão. Finalmente terminei o terceiro ano do ensino médio, e como eu estudava em uma escola técnica, tinha uma coisa chamada TCC. Bem, finalmente tudo acabou, acho que posso me dedicar a história agora...entretanto... eu já havia escrito essa história no meu computador, mas adivinhem, ele quebrou. Eu vou tentar me lembrar dos pontos principais e das tramas, se a história ficar um lixo eu vou parar, afinal, o que eu fazia tinha uma certa qualidade (no meu ponto de vista), então não é justo com vocês. Aproveitem o capítulo improvisado :c

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               Depois da tempestade horrenda da noite passada, um sol tímido surgiu durante a manhã, porém logo foi substituido por nuvens nada amigáveis. A caverna de ratos estava completamente silenciosa já que Taka parecia uma pedra e Rowenna queria respeitar a dor de seu amigo, porém sua curiosidade estava a devorando por dentro.
               - Pois bem. Podemos ficar aqui durante anos ou você pode facilitar e me dizer o que está acontecendo. - a jovem leoa arriscou.
               - O que você quer saber?
               - Tudo. Ouvi você gritando com o Mufasa durante a tempestade e quando eu chego você está com esse corte. Sou sua amiga, pode me dizer a verdade.
               - Ela é uma víbora. Quando eu for rei, ela vai pagar por tudo que fez, isso eu prometo.
               - Se você me disser de quem esta falando, vai facilitar e muito pra mim.
               - Uru. Aquela maldit -
               - Não pode falar assim, Taka! Ela é sua mãe!
               - Ela não é minha mãe! E eu não quero explicar isso agora, estou entediado.

               - Como quiser. De qualquer maneira, como você citou anteriormente, disse que seria rei. Sabe que seu irmão é o herdeiro.
               - Vou provar pro meu pai que eu sou mais capaz que aquele bobo sorridente.
               - Desiste. Eu tentei provar pro meu pai que eu seria uma boa herdeira. Tudo que eu ganhei foi insultos e patadas, das quais felizmente eu consegui desviar.
               - Como?
               - Minha mãe pode não ter dado meninos pro meu pai, mas deu filhas guerreiras, obviamente nem todas eram filhas dela. Minha mãe era uma ótima guerreira e me ensinou tudo que eu sei, se quiser posso te ensinar algumas coisas.
               - Acha que meu pai se surpreenderia?
               - Acho que ele está fraco demais pra notar. Taka, o rei não adoeceria assim do nada. Antes de aprender a lutar, aprenda a observar e você terá sucesso em tudo. Vou te ensinar algumas coisas, mas quero que me prometa que tudo, absolutamente TUDO que eu te ensinar, vai ser usado para o bem, para desmascarar a Uru, pois já que você disse que ela é do mal, eu acredito. Nunca use nada para o mal, você me entendeu?
               - É claro que eu entendi, acha que eu sou o que? Um gênio do mal?
               - Não. - Ela suspirou - Eu espero que não.

~~~~~~~~~~~~~~~~NA PEDRA DO REI~~~~~~~~~~~~~~~~

               - Você tem certeza disso? Ele não te tocou? - Uru andava de um lado pro outro, nervosa.
               - Tenho, mamãe. Foi inteiramente culpa minha, eu bati no Taka. - Mufasa estava com as orelhas caídas.
               - Não podemos acusa-lo de nada já que aquele tolo nem reagiu. Fez bem em ter contado só pra mim, não podemos deixar que isso caia nos ouvidos de seu pai, foi muito inteligente, Mufasa.
               - Eu só contei pra senhora porque não queria incomodar o papai já que ele está doente. - Mufasa parecia triste - Porque a senhora não gosta do Taka?
               - Ele é seu concorrente, meu filho. Taka tem um gênio perigoso, eu posso ver. Sabe o que aconteceria se ele se tornasse rei? Você gostaria de ver seu povo sofrendo?
               - Não vejo ele dessa maneira, mamãe!
               - Você é inocente, meu doce filhote. Acredite em mim, você deve ser rei. Não podemos deixar seu pai saber dessa história, ele pode parar de confiar em você. Eu resolverei isso, por enquanto mantenha distância do Taka e sempre ande acompanhado de seus amigos.
               - Não tenho muitos amigos.
               - Você é o rei e todos vão te adorar um dia. Acostume-se com isso, meu querido.

~~~~~~~~~~~~~~~~NA CAVERNA DOS RATOS~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

                - Entendeu tudo? Alguma dúvida? - Rowenna perguntou.
                - Já aprendi. Obrigado por ter me ensinado isso.
                - Não foi nada. Olhe, eu quero que você seja rei, mas não faça nada pra prejudicar seu irmão, está bem?
                - Eu nunca faria isso, eu amo meu irmão, mas acho que ele foi longe demais. Vou abrir os olhos dele e do meu pai, do reino todo se eu puder! Todos vão ver quem ela é de verdade.
                - É bom ver que está empenhado com algo e esqueceu da briga de ontem.
                - Olhe para o meu rosto. Essa marca nunca vai me deixar esquecer da briga de ontem. Mas isso vai ser minha força. Se ela pensa que estou enfraquecido, pobrezinha. Estou mais forte do que jamais estive, e com a sua ajuda, serei invencível. Serei o rei, Mufasa me ajudará a governar e meu pai sentirá orgulho de mim. Tenho pena da Uru e de qualquer um que ousar ir contra mim.
                Rowenna torceu o focinho. Taka era motivado e tinha um plano, mas esperava que não se tornasse uma obsessão.
                - Pride Lands! Você terá o melhor rei que jamais pensou ter! Eu serei seu rei, seu líder e sua luz! SE PREPAREM!


CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


quinta-feira, 3 de março de 2016

O reinado de Uru - Part.VII

Avisos sobre o capítulo - EU SEI, EU SEI! QUASE DOIS MESES T-T
Desculpa mesmo gente, minhas aulas já começaram e digamos que está foda. Me perdoem mesmo pela demora, mas receio que esses "sumiços" sejam constantes agora, não poderei postar com tanta frequência. Mas vamos ao que interessa :P
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         - Taka... Uru não é sua mãe. Sua verdadeira mãe, Keira, está morta.
         - O que?!
         - Eu sei que é duro pra você, pra mim também é. Sinto muito, mas essa é a verdade, meu filho.
         - O senhor... Porque nunca me disse?! - Taka se zangou.
         - Achamos que era melhor assim...
         - Acharam mesmo? Eu tinha o direito de saber! Não podiam ter feito isso comigo! Uru nem é minha mãe e preciso aguentar todas as broncas e críticas dela? Agora entendo porque eu nunca serei tão bom quanto Mufasa!
         - Taka, isso sobre ser melhor que alguém não existe! Todos são iguais, todos tem sua função e um propósito na vida! Não quero ouvir você repetindo isso!
         - Sim senhor, papai! - Ele rosnou - Não precisa se preocupar.
          Taka saiu do local sem ao menos olhar no rosto do pai. As lágrimas transbordavam e seu rosto queimava. Não sabia muito bem pra onde ir, só sabia que queria ficar sozinho. Ele entrou na caverna dos ratos e se deitou, sem se preocupar com nada.
           Ahadi seguiu o filho. Ele estava triste por Taka reagir tão mal. Quando o pequeno filhote entrou na caverna de ratos, o rei achou melhor não segui-lo ou importuna-lo até o outro dia, pelo menos ele dormiria em um local seguro.
            Amanheceu lentamente. Uru estranhou em não encontrar o empecilho de sua vida(Taka) dentro da caverna e foi procura-lo. Entrando da caverna de ratos, ela cutucou o filhote sem a menor delicadeza, fazendo com que Taka se assustasse.
            - Queridinho, porque não dormiu na caverna ontem? Você é retardado ou o que?
            - Não precisa mais fingir, Uru. Eu já sei de tudo. Já sei que não é minha mãe. - Taka se levantou e bocejou.
            - Ah, então quer dizer que não preciso mais me importar? Pois bem. Fico muito feliz com isso.

             - É, não precisa. - Ele a olhou com tédio - Na verdade eu adoraria que você sequer se dirigisse a mim. Eu te odeio e quero que você morra.
             - Que adorável. Tão diferente da tola e ingênua mãe...
             - Não ouse falar da minha mãe, Uru.
             - Ela era minha irmã, pirralho. Sim, seu pai se casou com a irmã da sua mãe. Sabe porque? Porque ela era uma leoa inútil! Não podia ter filhotes. Que péssima rainha, não podia continuar a linhagem real!
             - Cale a boca, Uru!
             - Já que nem pra isso ela prestava, tive que me unir ao seu pai e lhe dar o Mufasa. Mas sua querida mamãe tinha que ser intrometida e ficar grávida de você. Você foi o culpado, sabia? Se não tivesse nascido, Keira jamais teria morrido.
             - Não sou obrigado a ouvir isso! Você é uma cascavel e eu irei abrir os olhos do meu pai!
             - Filhote tolo! - Ela sorriu - Não há o que fazer. Seu pai me ama e deixou o controle do reino em minhas patas! Eu sou a rainha, Pride Lands é minha, assim como será de Mufasa futuramente.
             - Este reino será meu, Uru. Não importa o que faça. Além do mais, não é você que escolhe o herdeiro.
             - Ahadi já escolheu Mufasa.
             - Tem certeza? Meu pai disse que escolheria o mais qualificado. E se eu mostrar que sou melhor que Mufasa? Todo seu joguinho vai por água abaixo.
            - Você jamais vai conseguir.
            - Ah é? Então me observe.
            Taka saiu da caverna, deixando Uru bem confusa. Ele não poderia se sair melhor que Mufasa em nada e ela iria garantir isso.
             Rowenna tentou conversar com Taka, mas era impossível. Ele estava sendo grosseiro e sarcástico, bem mais do que antes. A jovem leoa se estressou e foi embora, deixando o filhote agradecido.
              No cair da tarde, Taka voltou para a caverna. O tempo estava fechado e relâmpagos eram vistos por todo o céu da savana. Alguns minutos depois, Mufasa chegou para fazer companhia ao irmão.
            - Oi Taka! Não te vejo desde ontem de tarde, aconteceu alguma coisa?
            - Receio não ser uma boa companhia agora, Mufasa. Vá com a sua mãe e o papai.
            - Tá falando tão esquisito! - O filhote riu - O que foi? Aquele avestruz te perseguiu de novo e levou bicada no traseiro?
            - Não.
            - Brigou com a Rowenna ou com a Safi?
            - Não.
            - Levou bronca da mamãe?
            - Mas que diabo, Mufasa! Eu quero ficar sozinho! Saia daqui!
            - Não, pois agora que não saio mesmo! Não saio até que me conte o que há com você!
            - Eu não estou brincando! Quero ficar sozinho.
            - Taka, foi algo que a mamãe -
            - NÃO! Não foi nada que a sua querida mamãe fez!
            - Porque está falando desse jeito?
            - Porque Uru não é minha mãe! Minha mãe está morta! Sua mamãezinha me maltrata porque eu sou como a escória da família! O trono deveria ser meu, sou filho da verdadeira rainha! Mas não! Você sempre vai estar um degrau acima!
            - Taka, pare com isso, você está me assustando...
            - Cale a boca, Mufasa! Você não sabe o que eu estou passando! Não sabe como me sinto! Sua mãezinha terminou de acabar comigo hoje cedo e não preciso de você aqui me enchendo o saco! Você é um mimadinho idiota que não tem noção de nada!
            - Dobre sua língua, Taka! Está me deixando zangado, e eu não quero machucar você! Se falar mal de mim ou da minha mãe de novo, serei obrigado a te bater!
            - Tá vendo? Eu sempre serei o mais fraquinho e você o mais forte, sempre vai ser assim! Eu cansei disso, eu sou mil vezes melhor e mais inteligente que você. Eu serei rei! E Uru, aquela idiota, nunca vai conseguir passar por cima de mim denov -
            Taka não conseguiu terminar sua frase. Mufasa deu uma patada em seu rosto, com toda força que podia. O pequeno filhote rolou. Havia sangue pingando e raios caindo. Havia ódio e remorso nascendo...


             - Taka! Eu... Me desculpa! Eu não queria -
             - SAIA DAQUI!!!!
             Algumas lágrimas apareceram nos olhos de Mufasa. Ele sabia que tinha errado feio, e esse erro mudaria a vida de ambos. Taka o olhava de rabeira enquanto cobria um dos olhos com uma pata, escorria muito sangue dessa região.
              - PORQUE AINDA ESTÁ AQUI??! SAIA DA MINHA FRENTE!
               Mufasa estava paralisado. Depois de mais alguns gritos, ele saiu correndo. Pouco se importou com a tempestade devastadora que estava aconteceu.
              - EU TE ODEIO! - Taka gritava enquanto Mufasa, na chuva, corria para a pedra do rei e chorava desesperadamente - EU ODEIO VOCÊ, MUFASA!
               Após o "surto", Taka desabou no chão da caverna. Ele chorava demais, sem entender porque essas coisas estavam acontecendo. Foi então que ele sentiu algo encostando nele. Rowenna apareceu e deitou ao lado de Taka. Ela não disse uma palavra, apenas colocou a cabeça do filhote nas patas e lambeu seu olho, tirando o sangue dali. O pequeno iria protestar, mas estava sem forças. Apenas tentou relaxar e adormeceu.

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO...

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O reinado de Uru - Part. VI

Avisos sobre o capítulo - Eeeencrenca a vista! Será que os filhotes estarão em segurança? Veremos e.e
Parece que, finalmente, as coisas vão fazer sentido para  Taka ;u;
Aproveitem o capítulo!

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          Os filhotes continuaram brincando, embora não sentissem o perigo cada vez mais próximo. Cansados, eles resolveram deitar na terra morta para recuperar suas energias, até que ouviram alguns barulhos. Mufasa virou a cabeça tentando identificar de onde o ruído havia surgido, mas não havia como saber. A névoa estava ficando mais densa e os esqueletos pareciam muito mais assustadores agora, os filhotes ficaram se perguntando se aquela pilha de ossos antigos poderia ter alguma vida. Outro ruído, e os pelos das costas dos filhotes levantaram. Taka queria provar que era corajoso, então deu um passo a frente e disse para o esqueleto:
        - Quem está ai?
         - Eu sou o elefante mais velho deste cemitério! Sou o guardião das terras mortas! Vocês, pequenos leões, invadiram meu território! Terão que pagar um tributo por isso! - O esqueleto disse.
          Mufasa estava tremendo atrás de Taka, eles não podiam imaginar que uma coisa morta pudesse estar viva.
         - Um tributo? - Taka parecia confuso - E o que é isso?
         - Um tributo é uma espécie de pagamento! - Respondeu o esqueleto - Vocês terão que me pagar por terem entrado aqui sem minha permissão.
         - E o que você quer? - Mufasa perguntou.
         - Huuummm, boa pergunta! - Uma voz diferente disse - Podemos pedir muita comida, que tal, Shenzi?
         - Fique quieto, seu idiota! Não fale alto! - A voz do elefante disse.
         - O Ed e eu estamos com fome! - A outra voz reclamou - Queremos comida!
          Enquanto o esqueleto discutia consigo mesmo, Mufasa e Taka se entreolharam, eles não estavam entendendo nada. Depois de muita discussão, Taka logo entendeu o que estava acontecendo.
          - Seja quem for ou quantos forem, saiam agora! Não vão mais nos enganar com isso! Eu sou Taka, príncipe de Pride Lands e ordeno que mostrem seus rostos!
           - Não gostamos de príncipes, nem de reis! - Disse a voz do elefante, que agora havia se tornado feminina - Eles não ligam pra nós!
           - Apareçam! Não faremos mal a vocês. - Taka disse.
            Um filhote pulou de dentro do crânio do elefante e caiu espatifado no chão, ele parecia não se importar por que ria demais. Outros dois filhotes sairam caminhando de dentro da mandíbula do esqueleto.
           - Vocês são hienas. - Mufasa disse - Filhotes de hienas.
          - Correto. - Disse a fêmea - Eu sou a Shenzi.
          - Eu sou o Banzai - O menino disse - E esse é o nosso irmão caçula, o Ed.
          Ed deu uma risada e colocou a língua pra fora.
          - Desculpem a pergunta - arriscou Taka - Mas o que há de errado com ele?
          - Ah, Ed nasceu com algum tipo de problema, ele não consegue falar direito. - Respondeu Shenzi.
          - Taka - Mufasa chamou - Nós precisamos ir!
          - Porque?
          - Vem aqui. - Mufasa puxou Taka de lado - São hienas, nossas inimigas! Não podemos fazer amizade com elas, temos que ir embora! Elas não são confiáveis.
          - Você é realmente muito chato. - Taka revirou os olhos - Pode ir, se quiser. Eu ficarei aqui.
           Mufasa disse tchau as hienas e seguiu seu caminho. Taka não quis ir, ele estava feliz por ter feito novas amigas.
           Depois de se despedir das hienas, Taka saiu do local. Elas não eram aquilo que todos diziam, eram seres peculiares, mas não eram más. Ele resolveu ir até o olho d'água, toda aquela conversa havia lhe deixado com sede. Assim que saiu das terras mortas, ele deu de cara com Ahadi.
            - P-papai? O senhor... Não estava doente?!
            - Eu resolvi dar uma voltinha pra tentar respirar ar puro, e parece que cheguei no momento certo, não é?
            - Me desculpa, eu só queria saber o que havia lá, só queria ser corajoso!
            - E como você pretendia ser corajoso? Morto? - Ahadi estava furioso.
            - Eu sinto muito, mas as hienas não me fizeram mal, elas foram legais...
            - Você está defendendo as imundas?! - Ahadi rosnou.
            - Não papai, é só que... Não entendo porque tanto ódio delas.
            - As hienas iriam dizimar todo o alimento que temos neste reino, por isso elas não são admitidas aqui! Elas são cruéis e não hesitariam em matar um filhote como você!
            - Mas Mufasa veio comigo! Porque o senhor não briga com ele também? Porque só existe ele pra você e pra mamãe? O senhor não gosta de mim?
            - Meu filho... - Ahadi suspirou e olhou as estrelas - Eu te amo. Você foi o melhor presente que eu poderia ter ganhado. Mas a sua chegada me causou muita dor também.
            - É por isso que a mamãe gosta mais do Mufasa? Foi porque eu deixei o senhor triste?
            - Taka... Você precisa entender a Uru...
            - Porque?
            - Ela tenta ter o mesmo carinho por você, mas é quase impossível.
             Taka abaixou a cabeça e uma lágrima desceu.
            - Eu não sou digno... Não sou tão bom quanto Mufasa...
            - Não, não é nada disso. - Ele suspirou - Acho que está na hora de você saber...
            - Saber o que?
            - Taka... Uru não é sua mãe. Sua verdadeira mãe, Keira, está morta.
            - O que?!

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO....

domingo, 3 de janeiro de 2016

O reinado de Uru - Part.V

Avisos sobre o capítulo - Hey, pessoal! Neste capítulo os filhotes vão se meter em uma pequeniiiiina encrenca, que foi idéia da nossa amada rainha Uru. Parece que ela agora o título da história vai começar a fazer sentido hein XD
Aproveitem o cap.!

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       Após algum tempo, Taka começou a ignorar qualquer coisa que seu irmão ou que sua mãe falem para atingi-lo. Ele estava feliz, agora Rowenna era sua melhor amiga e sempre estava por perto. Mufasa estava zangado, ele estava interessado pela leoa e ela sequer o olhava. O pequeno Taka estava começando a criar interesse no trono, o que deixava Mufasa zangado também.
      - O que o papai te ensina? - Taka perguntava o tempo todo - Pode me falar?
      - Pra que quer saber?! Você não será rei! - Mufasa rosnou.
      - Você pode estar enganado.
      - Você? Rei? Não me faça rir, Taka. Eu sou o herdeiro do trono e nada vai tirar isso de mim.
      - Pois eu seria um rei muito melhor do que você! - Taka zombou.
      - Claro, claro que sim...
      - Meninos! - Uru saiu da caverna - Seu pai está chamando vocês!
       Os filhotes se entreolharam e caminharam para dentro da caverna. Ahadi estava deitado, descansando. Os filhotes se sentaram ao lado dele e esperaram o pai falar.
      - Mufasa, Taka... Eu ando muito fraco ultimamente, talvez não possa mais levar vocês a passeios pelo reino. Mufasa, sinto muito, mas as nossas lições terão que acontecer aqui, dentro da caverna.
       - Ei papai, relaxa, tá tudo bem. - Mufasa disse.
       - Sim, o melhor é que você descanse e fique bem! - Completou Taka.
       - Ahadi, alguns problemas chegaram até mim hoje. Eu tentei resolve-los da melhor maneira possível, mas você sabe... Eu sou só a esposa do rei... Não mando em nada...
           Poucos minutos depois, Ahadi convocou todos os animais e anunciou que a rainha Uru estaria comandando o reino enquanto ele se recuperava. Taka podia ver os olhos de Uru brilhando enquanto ele falava isso, o que o filhote achou muito estranho.

           Certo dia, Taka estava em cima de uma pedra, tentando rugir. Uru se aproximou e observou o filhote. Ele ainda não conseguia produzir um rugido poderoso, mas seu "miado" já estava ficando mais grosso.
         - Querido - Ela se sentou ao lado dele - O que está fazendo?
         - Oi mamãe - Taka disse - Estou treinando meu rugido!
         - Isso eu sei, Taka. Mas para que?
        - Pro papai perceber que eu sou mais forte que Mufasa e me escolher como herdeiro.
         Uru parou. Estava mesmo ouvindo aquilo? Taka estava querendo se provar melhor? Ela não poderia permitir isso. Precisava arranjar um jeito de Taka não se mostrar melhor, e sim pior. Ela se deitou e chamou o pequeno.
          - Meu pequeno, não é com um simples rugido que você vai provar ao sei pai que é melhor. Seu pai prefere ações... Talvez um ato corajoso...
          - Que ato? Você sabe?
          - Acho que ir a um lugar perigoso... Como... As terras mortas.
          - As terras mortas?! É perigoso mamãe, eu posso morrer e o papai pode não ficar nadinha feliz com isso!
          - É claro, querido. Só pensei que você queria se provar mais corajoso. Certa vez eu disse o mesmo para Mufasa, e ele também recusou pois estava com medo, assim como você...
           - Ele ficou com medo?!
           - Sim.
           - Tolice! Eu posso ir até lá e voltar, não tenho medo!
           - Oh não meu querido, não vá lá! É perigoso, sombrio e horrível! Prometa pra mamãe que jamais vai naquele lugar!
           - Sem problemas, mamãe, sem problemas... - Disse Taka com um sorrisinho.
            Uru estava mentindo em suas palavras. Ela não estava nem um pouco preocupada com Taka e sabia que o filhote iria até as terras mortas. Talvez ele morresse nas garras das carniceiras e finalmente o caminho de Mufasa estaria livre.
             Taka saiu correndo e encontrou Mufasa tomando sol. Ele queria se provar mais corajoso, mas também se importava com seu irmão e achava que ele deveria superar seu medo.
             - Ei Mufasa! Mufasa!
             - O que foi, Taka?
             - Vamos a um lugar bem legal?
             - Que lugar? Já estou farto do olho d'água!
             - É muito mais legal e divertido que o olho d'água.
             - É? E que lugar é esse?
             - As terras mortas! Ou caso prefira... O cemitério de elefantes.
             - Você perdeu o pouco juízo que lhe restava?! É loucura ir até lá!
             - Bobagem! Não deve haver nada demais, e também, tenho certeza que papai vai nos achar corajosos, indo até lá sozinhos!
             - Ele vai é nos achar malucos!
             - Ahn... Tá com medinho é?
             - Eu não tenho medo de nada! Vamos logo até esse lugar, quanto mais cedo acabarmos com isso, melhor.
              Os dois caminharam até as terras mortas. Hesitaram na hora de entrar, porém Taka foi na frente, querendo se mostrar mais corajoso que o irmão. Dentro das terras mortas, eles olhavam para todos os lados a procura de ameaças, mas o lugar parecia vazio, somente alguns abutres e vários esqueletos e ossos de elefantes e mais alguns animais.
                - Bom, não há nada demais aqui, mas é um lugar legal - Disse Mufasa.
                - Sim, fico feliz que tenha vencido seu medo, maninho - Provocou Taka.
                - Medo? Eu? Claro! - Mufasa riu.
               Os filhotes começaram a brincar e a rolar, até que Mufasa esbarrou em uma pilha de ossos, fazendo um barulho alto.
                - Ei, cuidado com isso! - Taka disse - Não faça barulho!
                - Por que? Estamos sozinhos aqui, ninguém nos ouvirá, a não ser os esqueletos.
                - É, tem razão. - Taka pulou em Mufasa e os dois voltaram a brincar.
                Mas será que eles realmente estão sozinhos?

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO...